miércoles, 26 de enero de 2011

Poema de Líria Porto

sem piedade

enviuvei-me pela quinta vez
matei os zangões rombudos
agora espero libélulas
seres de asas translúcidas
que não me exijam mel
e me tragam néctar

viernes, 21 de enero de 2011

Vagabunda Poesia



Poesia do meu hospício,
Diploma no café da insônia,
Todos dormem, eu rabisco.


Implico, repito e reflito,
Loucura não é novidade,
Mas sim um poeta aflito,
Todos são cúmplices
Dessa maldade.




Gritaria intensa, dor imensa,
Desabafo que pensa, parecido
Melodia, mas que não passa de
Uma vagabunda poesia.




Prostituta sem palco e platéia,
Na boca de todos, mas que foi
Maquiada na cama, sem fama,
E na solidão.



Ronne Grey

Video hecho por el designer grafico Venancio Pinheiro

domingo, 9 de enero de 2011

Pétalas Sangradas



São tantos calos
Que parece insensível
Lágrimas secas e cortantes.


Um silêncio sofrido
Que grita em desespero
Abandonado...


Entre concretos
As pétalas sangram
Versos...




Ronne Grey
 
REBELDIA


Soltem-me
as algemas
Quero
a minha alma livre
meu corpo livre
meu pensamento livre
Esbofetear o mundo
e cuspir
na vida.
 
 
Manuela Amaral 

Book Shop Pipa RN

Verbo Solto em Pipa

sábado, 8 de enero de 2011

Sacralização


Te glorifico homem maduro
Imerso em meus mistérios.
Louvo essa busca que não dói
e esse sêmen que sacraliza
umedecendo meus pecados.


Te faço meu Deus
em quanto me libertas
da dor de ser mulher.


Te louvo homem de fé
marcado pelo tempo
santificado em meu ventre.

Rompendo manhã
anoiteço em ti.
Sugo teus urros enquanto jorras o líquido da vida
Vencendo a morte.


Milhares de indecências nos aguardam.
Seremos circenses (se necessário ).
Tu equilibrarás dentro de mim
tua única espada
Eu engolirei teu fogo e sêmen.


Feito concha me insinuo
Pelo céu da tua língua
enquanto santos
serenos
bolinam meus lábios e seios.



Marize Castro




Paredes Brancas

Paredes Brancas


Textos inacabados
Já não me preocupam,
parades brancas
Já não me sussurram versos.


Pintaram meu quarto...


Eu não pedi
paredes caladas.
As paredes já não
sustentam minha rede de versos.


Mesmo assim,
em sua pele branca escrevo
versos surreais.



Ronne Grey

domingo, 2 de enero de 2011

desabafo do autor

O quarto livro está quase saindo...
publicar livros de maneira independente é difícil, mas depois de concretizá-los
sinto uma alegria bastante surreal.





Poesía Infinita


Los sapos cantan,
La luna crece,
Las estrellas brillan,
Pero yo no duermo.

 El insomnio debe
Ser una provocación
De la luna que camina.


Los sapos brillan,
La luna crece,
Las estrellas cantan,
Pero yo no duermo.


El primer arte es escribir,
El resto es consecuencia de
La poesía que no duerme.

Fotografia e Poesia

Nietzscheniana

"Todos os dias adormeço possibilidades e acordo realidade.
 Todos os dias sinto o peso do corpo desanimado.
 Sinto o sono entorpecente e visciante.
 Sinto a fome da ansiedade.
Todos os dias procuro respostas e encontro perguntas.
Todos os dias sinto dor; insônia; saudade.
Todos os dias sinto tristeza.
A cada amanhecer (lânguida) nasço e morro".


(Adélia Danielli)
Trevas



Garrafas de vinho
Pelo quarto ébrio,
Janelas abertas em sintonia
Com a brisa noturna.



Perambulo pela casa
E encontro a lua refletida
Na vidraça da cozinha.



Há meses não recebo
Visitas psicodélicas.
Embriago-me na solidão.



Ronne Grey
Bicho da Noite



Tem horas que só quero um cigarro,
Tem horas que procuro amigos
Para conversar perambulando
Pelas noites.



Tem horas que não quero nada,
Nem a morte nem a vida,
Nem o corte nem a ferida.




Tem horas que me basta um café,
Tem horas que não sei quem sou.


Tem horas que procuro o silêncio,
Tem horas que fujo para os gritos da insônia.

Buenos Aires

jueves, 30 de diciembre de 2010


Desnuda



Estoy mirando tu piel,
Pero, quisiera escuchar
Tus ojos en mi cabeza.



Si tú supieras
Que te quiero,
No olvidarías
Nuestro vino tinto.



Me gusta besar tu piel,
Hay noches que salgo
Caminando como el viento.



Amo tu libertad,
Pero tu ausencia
Es mi agonía.


Ronne Grey

lunes, 3 de mayo de 2010

Dezembro Azul



Equilibro-me na melodia,
Degusto o som das árvores
Em um fio de vento,
Dezembro azul.



Encontro vinhos,
Olvido o amargo,
Vento de incenso,
Canto doce.


Degusto teu fruto
Em janeiro,
Deliro em março.



Em um rio de vento
Encontro tua pele branca,
Desnuda na louca melodia.




Ronne Grey
Se eu correr
em torno do mar
e encontrar suas
paredes escondidas


entre limos
e esqueletos
de baleias,
será um sonho?




Distante é o som
da flauta que
me lava pro-
fundo.

jueves, 29 de abril de 2010

Agosto triste




Te extraño,
Busco llenar
Mi mente
De libros y discos.



Encuentro tus versos
En una botella
De vino chileno.



Ayer mi alma
Caminaba como
Un melancólico
Tango argentino.



Desperté vilipendiado
En plena luna llena
Intentando olvidar
Ese agosto triste.








Ronne Grey

sábado, 24 de abril de 2010

Ayer




Ayer, mientras escuchaba
La radio de Buenos Aires,
Empecé a pensar en castellano.



Caminaba como alguien
Que baila tango.



Mis vecinos ahora
Están seguros que
Soy un poeta extraño.



sábado, 10 de abril de 2010

Mangue triste



Abandonado em uma rede
Jaz uma solidão,
Lágrimas salgadas diluídas no vinho
De um pescador.


A insônia do mangue
Começa no tragar de
Um ébrio pôr-do-sol.


Partistes e eu apenas
Suspirei atarantado,
Lembrando do arrebol
Que loucamente fostes...
A Chuva

Sentado sob uma árvore,
Olhava para ti, e ficava
Viajando no barulho da
Chuva, ela molhou, mas
Não morgou tua parada.


Essa chuva excede meu lenço,
E fico vilipendiado, mas vem
E abraça, pois assim não se
Apagará nossa brasa viva.


Continuo na ebriedade, as pessoas
Observam-me, e eu permaneço
Andando em uma direção incerta.
Darei uma volta
Na praça para achá-la.


Hoje passei a tarde inteira com
Minha companheira, as pessoas
Correm da chuva, eu corro para
A chuva, penso com a chuva,
Ando com a chuva e morrerei chuva.











sábado, 3 de abril de 2010

Chananas


Poetas são chananas,
Nascem na beira
Do asfalto, decoram
Canteiros e lamas.

Quintais e caminhos
De flores amarelas,
Nascem na beira
Das calçadas.

Poetas não valem
Cinqüenta centavos
Na feira das Rocas.


Chananas são poetas
Esquecidos, são flores
Ciganas e livres.

Ronne Grey

domingo, 17 de enero de 2010

Vuelo




Ayer caminaba
Desnuda con una
Botella de vino tinto.



Estaba sola
En mi casa,
Escuchando algunas
Melodías tristes.



Hay noches que
Amanezco con pensamientos
De vuelo.



Vuela pájaro,
Vuela ángel,
Vuela poeta.




Ronne Grey
Interna Mutación




Ya no hay sabores,
Ya no veo colores,
Ya no hay tutores.


Me abandonaron amores,
No me resta vino
Ni licores.



Ya no hay versos,
Ya no veo tu ausencia,
Solo me quedan pudores.




Ronne Grey

sábado, 16 de enero de 2010

2° livro de poesias produzido de maneira independente.

Clara




Visitas noturnas,
Inesperado surto
Ébrio rompendo
O silêncio com gemidos.


Cheirando teu pescoço
Encontro caminhos desnudos.


Chove delírio em teus
Lábios e pernas.




Ronne Grey
Ejaculação



Sob que máscara
Aparecerá esse palhaço?


Em riso engoliu o próprio
Vômito.
Sufocando gritou:
Poeta que pariu!


Versos ejaculam,
O óbvio não.
Poesia delira, delira...




Ronne Grey
Vagabunda Poesia


Poesia do meu hospício,
Diploma no café da insônia,
Todos dormem, eu rabisco.



Implico, repito e reflito,
Loucura não é novidade,
Mas sim um poeta aflito,
Todos são cúmplices
Dessa maldade.

Gritaria intensa, dor imensa,
Desabafo que pensa, parecido
Melodia, mas que não passa de
Uma vagabunda poesia.



Prostituta sem palco e platéia,
Na boca de todos, mas que foi
Maquiada na cama, sem fama,
E na solidão.



Ronne Grey











Desaniversário



Dilato meu pensar,
Como quem rouba
Palavras da noite...



Procuro interpretar
O som das árvores
Nessa noite de grilo solitário.





Folhas se movem
E observam-me,
Como quem pergunta:
O que resta nesta vida?



Quem sabe um cálice
De vinho em lábios estranhos.



Ronne Grey
Acorde Final



Só há uma ida
Sem despedida,
Sua última remada.




Último olhar,
Único abraço,
Ontem ouvia suas risadas...


Pranto, revolta, loucura,
Verso, orgasmo, passos,
Pedido negado, último pedido,
Conselho, mentira, verdade.



Dúvida e certeza só na morte,
Antes e depois da ilusão da vida.



Ronne Grey

viernes, 15 de enero de 2010

Ayer


Ayer, mientras escuchaba
La radio de Buenos Aires,
Empecé a pensar en castellano.




Caminaba como alguien
Que baila tango.




Mis vecinos ahora
Están seguros que
Soy un poeta extraño.




Ronne Grey
 http://www.youtube.com/watch?v=7-gXStQbvwQ

jueves, 14 de enero de 2010

Lejos






Lejos de mi casa
Hace ocho meses,
Parece una locura,
Pero extraño.


Extraño mi radiola,
Mis libros, mi habitación
Llena de cuadros
En la pared.



Puedo sentir el
Olor de tierra
Y escuchar el mar.



El sonido del mar
Me encanta,
Lejos solo me queda escribir.




Ronne Grey
Caminito


Caminaba por la calle
Sin rumbo,
Con admiración miraba
Los colores de las casas.


Una mezcla colonial
Y contrastes modernos
En sus predios.


Hay noches que
Solo olvido el frío
Con dos vasos
De vino tinto.

 
Ronne Grey