domingo, 29 de noviembre de 2015

Ontem 

Todos os dias 
Sentia que buscavas 
Uma justificativa 
Para dizer adeus

Ontem encontrastes 
Meu erro
E agora ando 
A delirar pelas ruas 


Falando com árvores 
E cães solitários 
Não posso voltar 
O tempo 



Quem me vê pelas 
Sente pena do meu pranto
E não imagina que ontem 
Estava alegre com teus beijos


Ronne Grey


Orgulhosa

Sempre estarei esperando
Um beijo
Teu como a volta de
Tua alma junta a minha
Nunca esquecerei
Esse teu amor
Rogaria a todos os deuses o teu amor.
Espero por ti
Uma outra vida
Tempestade
Essa tua
Ausência.
Menina deixa de
Orgulho, e volta para mim.



Ronne Grey



Penso



Quando acordo
Penso em ti
Caminho
Penso em ti


Tomando café
Penso em ti
Almoço
Penso em ti


Com insônia
Penso em ti
Tomo vinho
Penso em ti




Que loucura
Se até quando não penso
Penso em ti




Ronne Grey


Menina Grande


Sei que te amo,
Conheço esse verbo,
Menina grande
Sei que te amo.


Caminhar contigo
Foi sublime,
Subir montanhas
De mãos dadas.


Sei que te amo,
Teus beijos
Sustentam meu ar.


Sei que te amo,
Quero ver-te sempre,
Minha lágrima traduz
Meu desejo de te amar.



Ronne Grey



Longe


Quando já não me quiseres
Eu vou te amar
Quando já não estiveres
Eu vou te amar 


Mesmo longe
Eu vou te amar
Doente velha e feia
Eu vou te amar
Mesmo em Londres
Eu vou te amar



Quando voltes
E para mim não voltes
Eu vou te amar


E quando teu pulso já não pulse
E minha lágrima de tanto amor
te assuste
Eu vou te amar


Ronne Grey

lunes, 22 de junio de 2015

A noite


Amas a noite
Poeta
Amas à noite...

Mesmo
Na
Solidão
Amas a noite

Mesmo à noite
Amas
A
Escuridão.


Poeta
Quem não te ama
Não sabe ....

Ler poesia
Não sabe...
Nem ama a noite.



Ronne Grey

miércoles, 25 de marzo de 2015

Joaninha


Perdido estou
No teu olhar
Encontrei e me perdi
Não vou negar


Ando e te vejo
Entre árvores
e outros seres
ando a delirar…


Li teu olhar
Claro como
Um verso…


Perdido estou
já tens um jardim
sou  amante (in)verso


Ronne Grey



martes, 15 de abril de 2014

Paradero


Pienso en tus labios de pecado,
Volver al instante del primero beso,
Mágicos minutos del paradero.


Tu silencio me hace delirar,
Por la calle te veo en todas las mujeres,
Pero no eres tu cenicienta.


Pienso en tus ojos de buho,
Volver al instante que te veo,
Tan cerca, entre mis brazos.


Tu ausencia me hace lamentar,
En mis versos tus labios
Todavía son míos.


Ronne Grey





domingo, 23 de marzo de 2014






livre



Não consigo sair de ti
Evitar esse pensar
Evitar meu desejo
Preciso sair daqui


Olhos de coruja
Deixo-te livre
Também neste poema
Sem rima nem ponto final


Não consigo sair de ti
Evito te buscar
Tua liberdade é linda
Tua ausência infernal



Ronne Grey












Morreu e só deixou amor.

Não consigo evitar
há um amor querendo
sair de mim
querendo salvar esse dia
dar sentido as coisas 
reparar a esperança
machucada pela vida
quer tudo
quer respirar
quer me comer
quer me tomar
quer me transformar
em só amor
Não consigo evitar
anseio por liberta-lo 
sem medo ou receio
desejo sê-lo 
vivê-lo 
ama-lo
fazer dele
o meu legado
(Morreu e só deixou amor)


Adélia Danielli

martes, 5 de noviembre de 2013




Fecundo


Tua pele é um pecado
Insaciável na minha mente,
Incontrolável desejo demente,
Poeta languido e embriagado.


Entre bares e esquinas,
Apenas me perco,
Já que meus versos não te alcançam
Nem a mirada.



Nasci num século
Em que pedras cortantes
Valem mais que versos delirantes.



Hei de rasgar
Meu desejo, meus versos,
Pois, o fim é meu olvidar.





Ronne Grey




jueves, 10 de octubre de 2013

Indígena


As árvores já me conhecem,
E a menina bonita
Pergunta minhas aventuras,
Minha resposta, o silêncio.



Sentidos aguçados,
O verde era mais verde,
Então calado admirava,
Eu era um incenso.




Centenas de recordações,
Em minha mente estavam:
Precisava escutar o mar.



Minhas florestas, minhas praias,
O calor fraternal de minha tribo.
Meu pensamento era imenso, viajar...



Ronne Grey

domingo, 29 de septiembre de 2013

Praiana


Leve caminhar de morena praiana,
Aquele sorriso neste verso,
Um farol.


Rainha dos mares.
A tua carne não cabe em
Um soneto.


Pitangas macias são teus lábios,
Rubro e selvagem, teu corpo.
Um sol.



Doravante, em cada praia.
Deixarei novos
Versos e luares.



Ronne Grey
Minha Língua


Meu verso é minha língua.
Materna, escrita e poética.
Sou a poesia que não finda,
Mãe e filha da métrica.


Sou a metáfora menina,
A melodia que não finda,
Quando longe,
Sou tua vizinha.


Meu verso é minha língua.
Fraterna, bonita e estética.
Sou a poesia que não finda,
Mãe e filha da métrica.


Minha língua é minha pátria,
Quando longe,
Estou mais próximo ainda.


Ronne Grey










domingo, 14 de octubre de 2012

Hombre preso que mira a su Hijo


Cuando era como vos me enseñaron los viejos
y también las maestras bondadosas y miopes
que libertad o muerte era una redundancia
a quien se le ocurriria en un país
donde los presidentes andaban sin capangas.

Que la patria o la tumba era otro pleonasmo
ya que la patria funcionaba bien
en las canchas y en los pastoreos.

Realmente no sabian un corno
pobrecitos creian que libertad
era tan solo una palabra aguda
que muerte era tan solo grave o llana
y carceles por suerte una palabra esdrújula.

Olvidaban poner el acento en el hombre.
La culpa no era exáctamente de ellos
sino de otros mas duros y siniestros
y estos si
como nos ensartaron
en la limpia república verbal
como idealizaron
la vidurria de vacas y estancieros
y como nos vendieron un ejército
que tomaba su mate en los cuarteles.

Uno no siempre hace lo que quiere
uno no siempre puede
por eso estoy aqui
mirándote y echándote
de menos.

Por eso es que no puedo despeinarte el jopo
ni ayudarte con la tabla del nueve
ni acribillarte a pelotazos.

Vos ya sabes que tuve que elegir otros juegos
y que los juegue en serio.

Y jugue por ejemplo a los ladrones
y los ladrones eran policias.

Y jugue por ejemplo a la escondida
y si te descubrian te mataban
y jugue a la mancha
y era de sangre.

Botija aunque tengas pocos años
creo que hay que decirte la verdad
para que no la olvides.

Por eso no te oculto que me dieron picana
que casi me revientan los rinones
todas estas llagas hinchazones y heridas
que tus ojos redondos
miran hipnotizados
son durisimos golpes
son botas en la cara
demasiado dolor para que te lo oculte
demasiado suplicio para que se me borre.

Pero también es bueno que conozcas
que tu viejo callo
o puteo como un loco
que es una linda forma de callar.

Que tu viejo olvido todos los números
(por eso no podria ayudarte en las tablas)
y por lo tanto todos los teléfonos.

Y las calles y el color de los ojos
y los cabellos y las cicatrices
y en que esquina
en que bar
que parada
que casa.

Y acordarse de vos
de tu carita
lo ayudaba a callar.

Una cosa es morirse de dolor
y otra cosa es morirse de verguenza.

Por eso ahora
me podes preguntar
y sobre todo
puedo yo responder.

Uno no siempre hace lo que quiere
pero tiene el derecho de no hacer
lo que no quiere.

Llora nomas botija
son macanas
que los hombres no lloran
aqui lloramos todos.

Gritamos berreamos moqueamos chillamos
maldecimos
porque es mejor llorar que traicionar
porque es mejor llorar que traicionarse.

Llora
pero no olvides.
 



Mario Benedetti